Usada no sistema de correção da prova, a TRI – Teoria de Resposta ao Item –  vai afastar o fator sorte na hora de responder as questões. Assim, será possível separar os candidatos que acertaram as questões no “chute” dos que tiveram bom desempenho.

Dá-se, por esse sistema, um valor diferente às questões, divididas por grau de dificuldade, para identificar o perfil de cada candidato.

Os alunos que erram as questões fáceis, naturalmente, não vão bem nas mais complicadas – e vice versa, já que quem acerta as perguntas difíceis, tira de letra as mais simples.

Nessa lógica, afirma o Inep, “se você acertou uma questão difícil, mas errou a fácil que cobrou a mesma habilidade, conclui-se que seu acerto foi ao acaso”; ou melhor, você chutou, não merecendo ter os pontos do acerto.

Esse método de correção é interessante porque ajuda a descobrir as habilidades dos candidatos de forma mais precisa.  É como se calibrassem cada uma das questões, para que elas passassem a dar evidências mais precisas sobre o que o candidato sabe ou quais habilidades ele possui. Uma comparação: se ao invés de medirmos uma pessoa com uma escala de centímetros, começássemos a medir com uma de milímetros.

O cálculo do Enem e de outros processos que usam o TRI não podem ser baseados apenas nos acertos dos vestibulandos, como acontece nos convencionais. Ou seja, pessoas que tiverem o mesmo número de acertos, poderão não ganhar a mesma pontuação final.

Um candidato que acertar 20 perguntas no Enem, sendo 15 fáceis e cinco médias, terá uma nota menor do que aquele que tiver respondido corretamente a também 20 questões – para isso, basta ter acertado 10 fáceis, cinco médias e cinco difíceis.

Para ir bem, portanto, é preciso fazer uma prova equilibrada, para se ter ganhos em perguntas fáceis, intermediárias e difíceis. Entretanto, se, na hora da prova, surgir o temido branco, é melhor responder do que deixar a questão em branco. Vale mais um “chute” certo do que uma resposta em branco